A tecnologia na saúde pública

Por Francielle Regeane Vieira da Silva*

A garantia dos serviços prestados pela saúde pública está entre os maiores desafios enfrentados pelos municípios brasileiros. Muito se investe, mas pouca coisa é perceptível ao cidadão. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% de todos os gastos com saúde são desperdiçados por ineficiência. O Brasil gasta 9,3% do PIB na área – ou seja, cerca de R$ 410 bilhões investidos. Se considerarmos a estimativa, R$ 164 bilhões ao ano podem estar sendo desperdiçados por pura falta de controle e gestão.

É aí que a tecnologia se mostra fundamental para a melhoria da saúde pública. Além de facilitar a administração das atividades, os novos sistemas otimizam o tempo, tanto de gestores e profissionais quanto do cidadão, e permitem maior controle de gastos.

Mas isso ainda está longe de ser realidade em muitos municípios do País. O Ministério da Saúde divulgou em outubro de 2016 que 76% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda realizam o controle do histórico do paciente em papel. Das 41.688 unidades em funcionamento, em 5.506 municípios brasileiros, apenas 10.134 possuem prontuários eletrônicos.

Quer um exemplo prático da importância do prontuário eletrônico? Num momento em que a febre amarela volta a assustar é possível, por meio dos registros coletados nos prontuários, fazer a correlação das regiões onde os casos aparecem com as condições de moradia e informações sociais dos pacientes, como frequência da coleta de lixo, tratamento do esgoto, hábitos de vida, escolaridade, faixa de renda. E assim a área epidemiológica pode atuar rapidamente e com mais eficiência.

Outro gargalo da saúde pública que pode ser tratado de maneira mais inteligente com a tecnologia é a espera por consultas e internações. O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) já oferece uma solução integrada que organiza e controla eletronicamente as filas de atendimento e a ocupação dos leitos. O gestor consegue acompanhar em tempo real, por meio de dashboards, as filas nas unidades de saúde e na emergência, sendo possível analisar o tempo de espera dessas solicitações e realizar a tomada de ação imediata para aperfeiçoar o processo de atendimento.

É a tecnologia possibilitando à alta administração uma visão real do dia a dia da saúde pública no município. Investimentos mais efetivos, diminuição do desperdício e informações disponíveis a qualquer tempo, que trazem impactos diretos para um melhor atendimento à população.

*Francielle Regeane Vieira da Silva é coordenadora de projetos do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Os Cidadãos e as Cidades Inteligentes

Por Luís Mário Luchetta*

Os grandes centros urbanos não param de crescer e em 2020 teremos mais de 50 bilhões de dispositivos conectados e mais de 5 bilhões de pessoas online. Além da inteligência artificial, robótica e drones, que também são realidade, cada vez mais a população mundial estará conectada. Só no Brasil já temos mais 110 milhões de brasileiros com acesso à Internet.

A cultura da inovação está viabilizando um ambiente colaborativo, de aprendizado contínuo e disponibilização de novos serviços. Um novo ecossistema é formado nas cidades, em suas economias, serviços e na vida das pessoas.

A mudança nunca aconteceu com tanta velocidade. Algumas tecnologias utilizadas hoje terão desaparecido daqui a 5 anos. Projetos de geração de energia solar, por exemplo, eram economicamente inviáveis há alguns anos, mas hoje estão implantados em muitas residências.

As cidades crescem e necessitam de novas soluções e tecnologias, que gerem inovação e tragam novas oportunidades para seus habitantes. Com essa realidade estabelecida, surge a geração de trabalhadores e consumidores conectados, em busca de serviços de qualidade com o menor custo e maior disponibilidade.

Como exemplo, podemos citar a batalha com os serviços de transporte no mundo. Em pouco tempo, uma nova empresa se tornou a maior operadora global de mobilidade urbana sem ter um carro em sua frota. Velhos modelos estão tendo que se adaptar, se reinventar a este novo mundo. As mudanças não param por aí e em breve estaremos com nossas ruas cheias de veículos elétricos e autônomos.

Talvez as grandes perguntas sejam “o que a gente faz que a máquina não pode fazer?” e “como podemos gerar um ambiente de inovação e extrair o máximo das tecnologias?”.  Com a internet das coisas, Big Data, mobilidade e redes sociais, pode-se transformar os modelos de negócios e as experiências dos usuários. Soluções para educação, saúde, transporte e manutenção urbana são alguns exemplos de transformação das cidades que com uso da tecnologia possibilitam a redução de tempo, aumento de segurança e da qualidade dos serviços para as pessoas.

Estamos à frente de um grande desafio e oportunidades para cidades e pessoas. Nossa única certeza é a da mudança, talvez ideias simples que combinem dois ou mais elementos tecnológicos possam gerar grandes revoluções e solucionar problemas. A cidade inteligente terá que ajudar a promover o processo de transformação para que as empresas continuem crescendo e gerando lucros e as pessoas tenham um sentimento de satisfação e de desenvolvimento contínuo. É nas cidades onde vivemos que buscamos a realização de nossos sonhos.

A transformação digital está acontecendo em todas as áreas da sociedade e questões como padrões, segurança, legislação e o desenvolvimento de algoritmos capazes de analisar dados e executarem uma determinada ação são desafios deste momento.

Na era cognitiva, as pessoas farão as perguntas e os computadores darão as respostas. Tudo vai ser um dispositivo: seu carro, sua roupa, o espelho, entre outros. Teremos mais de 20 bilhões de aparelhos conectados e interagindo. As informações estarão em qualquer lugar, o tempo todo. Mudaremos mais nos próximos 20 anos do que mudamos nos últimos 200 anos.

Luís Mário Luchetta é bacharel em Ciências Contábeis, Especialista em Planejamento e Marketing Empresarial. É membro do programa de educação continuada do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa-IBGC, do qual é conselheiro de administração e fiscal certificado. Empreendedor nacional e representante comercial, atua no trabalho coletivo do Setor de TIC, no qual desempenha a função de  vice-presidente da Federação Assespro e presidente do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Tecnologias de Informação e Comunicação são desafios para novos prefeitos

Por Luís Mário Luchetta*

A posse dos prefeitos eleitos, em janeiro de 2017, traz muitos desafios para os novos governos. Um dos mais importantes é diagnosticar a situação atual da administração e identificar quais são os serviços demandados pela população, que ainda não são atendidos ou que precisam de melhorias. Para ter resultados eficientes nesse trabalho é preciso traçar um plano de implementação de soluções integradas de Tecnologias de Informação e Comunicação, que vão gerar manutenção e atualização permanente das informações.

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As chamadas TIC, conjunto de recursos tecnológicos que soluciona questões de comunicação em diferentes áreas e setores dos negócios, são grandes aliadas na gestão pública. Elas automatizam, padronizam e agilizam os processos, permitindo a transparência e simplificando o acesso do cidadão aos dados e serviços públicos. Novas soluções, como mobilidade urbana e iluminação inteligente, por exemplo, são gerenciados pelas TIC e favorecem diretamente os moradores das cidades.

Um cuidado importante a ser tomado pelos novos prefeitos é não subestimar a importância estratégica das TIC e nem deixar o tema ser tratado perifericamente na gestão. Será por meio dessas tecnologias que o governante conseguirá transformar o município em uma cidade inteligente, colocando as pessoas no centro do desenvolvimento e deixando o governo mais eficiente.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou uma lista de cidades de várias partes do mundo com soluções inteligentes. São diversas iniciativas em cada uma delas, que vão desde sensores (IoT) em Barcelona, até dados abertos em São Francisco, com os quais busca-se resolver os mais variados problemas dos centros urbanos, de maneira ágil e efetiva.

As soluções tecnológicas de cidades inteligentes de outras partes do mundo podem ser aplicadas no Brasil. Tel Aviv, em Israel, que desenvolveu uma plataforma para integração com o cidadão por meio de um aplicativo, e San Diego, nos Estados Unidos, que possui um sistema de iluminação pública inteligente, são cidades com soluções perfeitamente aplicáveis à realidade brasileira.

TIC auxilia no processo decisório do governo, com informações organizadas de todas as áreas da gestão pública, em tempo real, e com previsões e alertas do que pode ser feito para evitar possíveis problemas. Na área da Saúde, por exemplo, um prontuário eletrônico de abrangência nacional pode integrar os dados dos diferentes provedores de serviços e os transformar em um único documento, que pode ser acessado dentro dos níveis de segurança pelo paciente, por médicos, hospitais e clínicas. Uma vez estruturado, esse sistema será a base para levar serviços on-line ao cidadão, entre eles agendamento de consultas e informações como a disponibilidade de medicamentos nas unidades, usuários em espera, especialidades disponíveis, resultados de exames, entre outros.

Na Educação, a transformação já é uma realidade com o ensino à distância e pode-se avançar principalmente na gestão pública. A estruturação de sistemas de gestão educacional, de conteúdos pedagógicos on-line e interação com a comunidade escolar são fatores determinantes para a melhoria do ensino. A tecnologia pode contribuir com o acesso e a igualdade na educação, na qualidade do ensino e aprendizagem, no processo de matrícula on-line, na chamada eletrônica, no desenvolvimento profissional dos professores, bem como melhorar a gestão, a governança e a administração educacional.

A transformação digital está acontecendo em todas as áreas da sociedade e questões como padrões, segurança, legislação e o desenvolvimento de algoritmos capazes de analisar dados e executarem uma determinada ação são os desafios deste momento. Na era cognitiva, as pessoas farão as perguntas e os computadores darão as respostas. As informações estarão em qualquer lugar, o tempo todo, ajudando os gestores a melhorar os municípios brasileiros. Mudaremos mais nos próximos 20 anos do que mudamos nos últimos 200. E esse é um grande desafio para todos nós.

*Luís Mário Luchetta é bacharel em Ciências Contábeis, especialista em Planejamento e Marketing Empresarial. É membro do programa de educação continuada do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), do qual é conselheiro de administração e fiscal certificado. Empreendedor nacional e representante comercial, atua no trabalho coletivo do setor de TIC, no qual desempenha a função de vice-presidente da Federação Assespro e presidente do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Gerenciamento de Serviços de TIC

Por Fernando Matesco*

A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um fator crítico de sucesso para a grande maioria das organizações. Em determinados ramos de negócio é quase impossível imaginá-los sem o apoio da TIC. Esta se tornou um parceiro estratégico, faz parte do negócio. Na maioria das organizações, as decisões sobre os investimentos em TIC são tratadas nas reuniões de planejamento estratégico pelo conselho administrativo da empresa, não é mais possível tratá-la isoladamente.

Em virtude deste cenário, em que a Tecnologia da Informação e Comunicação é crítica para o negócio da empresa, o Gerenciamento de Serviços de TIC é fundamental para a sobrevivência e a continuidade da organização.

A ITIL (Information Technology Infrastructure Library) define serviço como “um meio intangível de entregar valor aos clientes, facilitando resultados sem ter que assumir custos e riscos extras”. É notória a dificuldade existente para definir um serviço, algo medido pela percepção de satisfação de cada indivíduo que o recebe. Algo tão perecível, que em sua grande maioria está sendo produzido e consumido ao mesmo tempo.

Cada vez mais percebe-se que as organizações estão optando em terceirizar o serviço de TIC. Ter uma equipe de TIC alinhada aos objetivos da empresa, que faça diferença para o negócio, exige dedicação, infraestrutura adequada e profissionais bem qualificados e capacitados. Manter uma estrutura dessas gera custos elevados. Em contrapartida, a terceirização dos serviços de TIC reduz os custos operacionais, garante o recebimento de um serviço de melhor qualidade e, principalmente, propicia à organização manter o foco no negócio.

O Gerenciamento de Serviços de TIC envolve, antes de mais nada, entender as necessidades e as expectativas do cliente, e buscar o meio mais apropriado de atendê-las. É enxergar uma organização de TIC mais do que um grupo de profissionais especializados, executando tarefas técnicas isoladas dentro de suas áreas de conhecimento, e sim com uma visão de como tudo isso se encaixa e, ainda, com a visão do cliente que espera resultados de outro lado.

Sendo assim, o Gerenciamento de Serviços de TIC está longe de ser apenas uma área de atendimento aos usuários finais – Service Desk – para que a organização possa ser comunicada das falhas, dúvidas e/ou dificuldades que impactam a produtividade desses usuários, mas também envolve aspectos técnicos, operacionais e de gestão de pessoas. A entrega do serviço precisa deixar de ser reativa e passar a agregar valor ao cliente:

Reativo Proativo Valor
• Apagar incêndio; • Análise de Tendências; • Provedor de Serviços;
• Gestão de alertas e eventos; • Previne problemas; • Garante os SLAs;
• Controle da disponibilidade do ambiente. • Controle da disponibilidade de equipamentos e aplicações; • Mede e acompanha a disponibilidade dos serviços;
• Processos maduros para gestão de problemas, mudanças e desempenho. • Integra os processos;
• Melhoria contínua na qualidade dos serviços prestados;
• TIC como parceiro dos negócios.

Não é possível entregar serviço com qualidade sem um mecanismo bem definido para a gestão de todo o ciclo de vida de um serviço. É nesse momento que é recomendado a ITIL, uma biblioteca de melhores práticas para a gestão de serviços em TIC que pode ser adotada e adaptada à realidade e às necessidades da empresa.

A ITIL não pode ser vista como uma metodologia, pois as melhores práticas são flexíveis a ponto de você adaptar aos seus processos, já uma metodologia possui uma implementação mais rígida, com regras bem definidas. A vantagem da adoção das melhores práticas está no fato de não ter que “reinventar a roda”, adotar práticas já testadas propicia um ganho de tempo e retorno mais rápido sobre o projeto de implementação de uma gestão de serviços.

Para a ITIL, fazer o gerenciamento de serviços de TIC significa estruturar um conjunto especializado de habilidades organizacionais para fornecer valor para o cliente em forma de serviços. As práticas procuram fornecer o suporte necessário para que os serviços estejam em sintonia com as necessidades do negócio, aumentando a eficiência operacional e a melhoria contínua nos processos.

A gestão de TIC é, de forma resumida, o gerenciamento de: Pessoas, Processos e Tecnologia, particularmente eu adiciono os Parceiros a estes três pilares. De maneira global, esses são os componentes do serviço, cujo objetivo é viabilizar a entrega e a garantia desse serviço com foco nas necessidades do negócio.

Investir em uma boa rotina de gestão é fundamental, as organizações devem trabalhar os seus processos de tal forma que seja possível criar um fluxo contínuo de melhorias, com metas, boas ferramentas e práticas que tornem o gerenciamento de serviços mais eficaz.

Este tema pode ser abordado por diversas perspectivas, mas um dos pontos principais a ser ressaltado é que o Gerenciamento de Serviços de TIC é uma habilidade que só se desenvolve praticando.

*Fernando Matesco, gerente de Infraestrutura no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2009, possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV, certificado PMP pelo PMI, certificado ITIL, certificado ISO-27002. Atua há 22 anos na área da Tecnologia da Informação, com sólida experiência em gestão de serviços de TIC. Integra o time ICI desde 2001.

Métodos ágeis de desenvolvimento de software

Por Antônio de Lemos Filho*

Podemos dizer que os métodos ágeis surgiram como uma alternativa ao desenvolvimento tradicional, também conhecido como cascata. Este é um modelo de desenvolvimento de software sequencial que ocorre geralmente por meio das fases de análise de requisitos, projeto, implementação, testes (validação), integração, e manutenção de software.

O grande problema do desenvolvimento em cascata é que dificilmente o cliente sabe definir todos os problemas que ele quer solucionar com o sistema ainda na fase de análise. Portanto, é improvável que um software projetado e desenvolvido dessa forma atenda por completo todas as expectativas do cliente e resolva os seus reais problemas.

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Já o desenvolvimento ágil foca totalmente na solução do problema do cliente, utilizando a prototipação, desenvolvimento incremental e times reduzidos. Com a metodologia ágil, definem-se as questões que o software deve resolver, também conhecidas como história do usuário. O objetivo das primeiras reuniões com o cliente não é definir todo o comportamento e detalhes técnicos que o software deverá resolver como é feito no desenvolvimento tradicional, e sim as funcionalidades mais relevantes que o software deve ter.

Não tem como falar em metodologias ágeis sem citar o Manifesto Ágil, então vamos a ele.

Manifesto Ágil

Em 2001, 17 especialistas em processos de desenvolvimento de software estabeleceram princípios comuns compartilhados por diferentes métodos. Este encontro deu origem ao Manifesto Ágil, uma declaração com os princípios que regem o desenvolvimento ágil.

Os Quatro Valores

Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Com esse trabalho, passamos a valorizar:

Indivíduos e a interação entre eles mais que processos e ferramentas;

Software em funcionamento mais que documentação abrangente;

Colaboração com o cliente mais que negociação contratual;

Responder a mudanças mais que seguir um plano.

“Mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.”

Os Doze Princípios

Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, por meio da entrega adiantada e contínua de software de valor.

Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adéquam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.

Entregar software funcionando com frequência, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.

Pessoas relacionadas a negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diariamente, durante todo o curso do projeto.

Construir projetos ao redor de indivíduos motivados, dando a eles o ambiente e suporte necessários, e confiar que farão seu trabalho.

O método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para e por dentro de um time de desenvolvimento é com uma conversa cara a cara.

Software funcional é a medida primária de progresso.

Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários devem ser capazes de manter indefinidamente passos constantes.

Contínua atenção à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade.

Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.

As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de times auto-organizáveis.

Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

Como você pode perceber, o Manifesto Ágil é o embasamento filosófico de todos os métodos ágeis e diversos métodos de desenvolvimento de software estão alinhados a ele. A maioria deles se utiliza de ciclos curtos, que são chamados de iterações e normalmente têm duração de poucas semanas, dessa forma garantindo feedback frequente e respostas rápidas às mudanças.

Listo a seguir os principais métodos ágeis, considerando os métodos representados na conferência original:

• Extreme Programming (XP)

• SCRUM

• Crystal Family of Methodologies

• Feature-Driven Development

• Kanban

• Lean Development

• Dynamic Systems Development Method

• Adaptive Software Development

Métodos ágeis, por si só, é um assunto relativamente vasto, e seriam necessários vários artigos para abordá-lo de maneira completa. Este artigo tem por objetivo fornecer uma visão introdutória sobre a fundamentação das metodologias ágeis para desenvolvimento de software.

Vale lembrar que desenvolvimento ágil não é a única forma de se encarar o desenvolvimento de software, nem é a única maneira eficiente. Como disse Frederick Brooks em 1986, nenhuma tecnologia ou técnica de gestão resolve todos os problemas de todos os contextos. Ele resumiu essa ideia dizendo que “não há bala de prata”.

*Antônio de Lemos Filho, MBA em Gestão de Projetos, graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e em Sistemas de Informação. Atua como analista de desenvolvimento de sistemas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2012.

Ilustrador transforma pensamento de Isaac Asimov em quadrinhos

Autor de grandes obras de ficção e divulgação científica, o escritor Isaac Asimov foi capaz de prever, em 1988, o impacto que a internet teria sobre a difusão do conhecimento. Naquele ano, o escritor concedeu entrevista ao programa de TV World of Ideas e detalhou como imaginava que seria o mundo quando existissem “enormes bibliotecas onde qualquer pessoa possa fazer perguntas e obter respostas”.  Segundo o escritor, uma ferramenta coletiva de busca de informações representaria um novo modo de ensinar e aprender, que ele classificou de “educação de um pra um, mas voltada para muitos”.

Mesclando as principais afirmações dessa entrevista com elementos da cultura contemporânea, o ilustrador Aung Gavin produziu uma tirinha com as ideias de Asimov sobre o a importância de ver a vida como uma jornada de busca pelo conhecimento. Confira a tirinha a seguir e clique sobre ela para ver a imagem no tamanho original.

Isaac Asimov: Uma vida de aprendizado (tradução livre)

Tirinha Uma vida de aprendizado

Sobre Isaac Asimov

A obra mais famosa de Isaac Asimov é a “Trilogia Fundação”, série que descreve a história de um futuro distante e o destino de seus habitantes, influenciados por uma instituição chamada de Fundação Enciclopédica.

Já na série “Robôs” está um dos contos mais conhecidos do autor, o “I, Robot” (“Eu, Robô”). A estória ganhou alcance mundial por conta da adaptação para o longa-metragem de mesmo nome estrelado por Will Smith. Ao longo de sua vida, Asimov produziu e editou mais de 500 livros e cerca de 90.000 cartas.

Para saber mais

  1. No site Zen Pencils há dezenas de outras tirinhas retratando o pensamento de filósofos, escritores e pensadores contemporâneos. Vale a pena conferir.
  2. A série Fundação, de Isaac Asimov, deve ser transformada em série pela HBO.
  3. Em artigo, Isaac Asimov questiona o que é inteligência.

Por que iniciar um blog de tecnologia

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Diariamente, milhares de conteúdos são publicados na internet por meio de redes sociais, sites e microblogs. As  mais variadas informações são despejadas sobre nós o tempo todo. Porém, muito do que circula na web é apenas um recorte de informação que nos chega sem uma análise mais apurada sobre seu contexto. No dia a dia, é difícil garimpar o que é de fato relevante nessa gigantesca teia de dados.

E é neste cenário que o Tech City surge. Seu objetivo é ser um espaço virtual para agregar informação de diferentes canais e também disponibilizar conteúdos exclusivos.

Vamos falar de tecnologia que impacta pessoas e organizações: tanto sobre o lançamento de novos sistemas operacionais quanto de estratégias de segurança da informação para empresas; dos apps inovadores do momento e dos novos conceitos de cidades inteligentes.

Instituto Curitiba de Informática
O blog Tech City é uma publicação do Instituto Curitiba de Informática, organização privada sem fins lucrativos que há 16 anos desenvolve e fornece soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação para a administração pública. O ICI atua por meio de pesquisa, integração, desenvolvimento e implementação de soluções e atende demandas que envolvem hardware, software e conectividade, além de integrar a indústria local especializada, gerando inovações para garantir eficácia, rapidez e segurança no gerenciamento de dados.

E é tendo a expertise do ICI como base e as melhores referências de conteúdo que o Tech City inicia sua jornada, pronto para aliar dois elementos fundamentais para a evolução do planeta: a informação e a tecnologia. Bem-vindos ao Tech City!