3 motivos para a gestão pública investir em tecnologia da informação

Businesswoman touching digital tablet in office

A tecnologia da informação (TI) tem se mostrado capaz de eliminar muitos dos gargalos enfrentados em todos os setores que se dedicam à prestação de serviços ao cidadão. Por isso, o Techcity destaca três benefícios reais que entidades da área pública podem obter com a aplicação avançada de TI.

1. Acompanhar a satisfação do cidadão

A troca de informações entre cidadão e governo contribui para uma gestão mais democrática. Uma das formas mais eficazes de fazer isso é contar com tecnologias que permitam a busca e o recebimento de feedbacks dos cidadãos sobre a administração pública. A coleta, registro e análise desses dados servem para medir a eficácia de ações pontuais como a inauguração de uma unidade de saúde em um município ou mesmo o índice da aprovação dos serviços públicos de forma geral.

É preciso, no entanto, que as ferramentas ou soluções escolhidas tenham condições de tratar dados de diferentes áreas de interesse da população para transformá-los em diagnósticos de demanda para orientar a gestão pública.

De acordo com o Gartner, a relação com o cidadão em múltiplos canais é uma das dez tendências tecnológicas mais importantes para o governo em 2015. A estratégia tem sido adotada para fornecer aos cidadãos uma visão única sobre a organização governamental.

2. Melhorar os gastos públicos

Em uma pesquisa divulgada em 2014, a consultoria Oxford Economics, ligada à Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou dez países para entender o impacto que o aumento da eficiência da gestão governamental teria sobre as contas públicas. Os resultados merecem destaque: se cada um dos países fosse capaz de ampliar a eficiência em 1% ao ano, entre 2012 e 2025 seria possível economizar cerca de 2 trilhões de dólares. No Brasil, a ação resultaria na economia de 122 bilhões de dólares.

Segundo a consultoria, uma das opções mais viáveis para conquistar esse resultado é tornar a gestão das informações mais inteligente, pois isso apoiaria um dos processos mais complexos da gestão governamental, a tomada de decisões. A busca por processos que resultem em informações gerenciais de qualidade, portanto, teria como consequência direta uma maior assertividade tanto no diagnóstico quanto na resolutividade das principais demandas da administração pública.

 3. Evoluir o planejamento

Monitoramento de indicadores e simulação de cenários são dois recursos que podem fazer a diferença no planejamento das ações focadas no cidadão. Isso porque elas permitem explorar variadas resoluções e consolidar o entendimento sobre tendências internas e externas do negócio público. Em geral, isso pode ser feito com uma solução de Business Intelligence (BI).

A tecnologia de BI permite extrair e visualizar dados gerenciais de forma dinâmica e facilitada. As informações são transformadas em gráficos interativos para que o usuário tenha condições de compreender panoramas complexos. Munidos com referências reais, os gestores públicos identificam quais setores necessitam de apoio imediato e quais não demandam um esforço tão significativo, dessa forma é possível fazer a melhor distribuição de investimentos públicos.

Mais sobre o tema gestão pública