Automatização de processos de RH

Por Ursula Lisboa de Miranda Tenereli

Segundo pesquisa realizada pela Gartner, em 2017 o mercado de tecnologia deve crescer até 2,5%, comparado a 2016. Todos esses novos recursos podem ser adaptados em diversos segmentos, de acordo com as necessidades das empresas. Mais do que inovação, as empresas enxergam nesses novos recursos ferramentas que geram grandes resultados e, consequentemente, facilitam a administração.

Na administração pública, por exemplo, alguns sistemas são desenvolvidos exclusivamente para a área de Recursos Humanos, o que possibilita mais agilidade no atendimento aos servidores e maior rendimento não só para os profissionais de RH, mas para a instituição como um todo.

Cada processo engloba uma gama enorme de decretos, leis, regras e peculiaridades e, a cada nova gestão, vários desses processos estão sujeitos a sofrerem alterações e reformulações, sem que deixem de ser sistematicamente seguidos. Muitas vezes, essas mudanças, sem essa automatização, poderiam até inviabilizar o funcionamento do órgão público. Com processos tão complexos, é praticamente inimaginável controlá-los e executá-los sem o apoio de um sistema informatizado.

Além dos cálculos de folha de pagamento, e do controle de férias, processos como o remanejamento dos profissionais das áreas da saúde e educação, progressão de servidores levariam dias ou até semanas para serem realizados manualmente. A automatização permite ao profissional de RH realizar todos esses trâmites em poucos minutos.

As prefeituras de Vitória (ES), Teresina (PI) e Curitiba (PR) utilizam soluções desenvolvidas pelo Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) para obter maior controle de processos e redução de custos para as instituições.

A automatização permite também total integração entre os diversos serviços da gestão de recursos humanos, órgãos, sistemas utilizados na administração municipal ou convênios externos. Por meio de relatórios, consultas, estatísticas e business intelligence, é possível fornecer dados precisos e seguros aos gestores e a órgãos como Tribunal de Contas, Ministério do Trabalho, Receita Federal. Tudo de forma ágil.

Seja na área de Recursos Humanos ou em qualquer outra, nota-se que a tecnologia está se tornando essencial para suprir as carências das empresas e, principalmente, da administração pública. Traçando um planejamento que mostre qual a melhor ferramenta a ser utilizada, a gestão administrativa e financeira se torna muito mais simples, fácil e objetiva.

* Ursula Lisboa de Miranda Tenereli , coordenadora de Sistemas de Recursos Humanos do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

A tecnologia na saúde pública

Por Francielle Regeane Vieira da Silva*

A garantia dos serviços prestados pela saúde pública está entre os maiores desafios enfrentados pelos municípios brasileiros. Muito se investe, mas pouca coisa é perceptível ao cidadão. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% de todos os gastos com saúde são desperdiçados por ineficiência. O Brasil gasta 9,3% do PIB na área – ou seja, cerca de R$ 410 bilhões investidos. Se considerarmos a estimativa, R$ 164 bilhões ao ano podem estar sendo desperdiçados por pura falta de controle e gestão.

É aí que a tecnologia se mostra fundamental para a melhoria da saúde pública. Além de facilitar a administração das atividades, os novos sistemas otimizam o tempo, tanto de gestores e profissionais quanto do cidadão, e permitem maior controle de gastos.

Mas isso ainda está longe de ser realidade em muitos municípios do País. O Ministério da Saúde divulgou em outubro de 2016 que 76% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda realizam o controle do histórico do paciente em papel. Das 41.688 unidades em funcionamento, em 5.506 municípios brasileiros, apenas 10.134 possuem prontuários eletrônicos.

Quer um exemplo prático da importância do prontuário eletrônico? Num momento em que a febre amarela volta a assustar é possível, por meio dos registros coletados nos prontuários, fazer a correlação das regiões onde os casos aparecem com as condições de moradia e informações sociais dos pacientes, como frequência da coleta de lixo, tratamento do esgoto, hábitos de vida, escolaridade, faixa de renda. E assim a área epidemiológica pode atuar rapidamente e com mais eficiência.

Outro gargalo da saúde pública que pode ser tratado de maneira mais inteligente com a tecnologia é a espera por consultas e internações. O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) já oferece uma solução integrada que organiza e controla eletronicamente as filas de atendimento e a ocupação dos leitos. O gestor consegue acompanhar em tempo real, por meio de dashboards, as filas nas unidades de saúde e na emergência, sendo possível analisar o tempo de espera dessas solicitações e realizar a tomada de ação imediata para aperfeiçoar o processo de atendimento.

É a tecnologia possibilitando à alta administração uma visão real do dia a dia da saúde pública no município. Investimentos mais efetivos, diminuição do desperdício e informações disponíveis a qualquer tempo, que trazem impactos diretos para um melhor atendimento à população.

*Francielle Regeane Vieira da Silva é coordenadora de projetos do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).