Métodos ágeis de desenvolvimento de software

Por Antônio de Lemos Filho*

Podemos dizer que os métodos ágeis surgiram como uma alternativa ao desenvolvimento tradicional, também conhecido como cascata. Este é um modelo de desenvolvimento de software sequencial que ocorre geralmente por meio das fases de análise de requisitos, projeto, implementação, testes (validação), integração, e manutenção de software.

O grande problema do desenvolvimento em cascata é que dificilmente o cliente sabe definir todos os problemas que ele quer solucionar com o sistema ainda na fase de análise. Portanto, é improvável que um software projetado e desenvolvido dessa forma atenda por completo todas as expectativas do cliente e resolva os seus reais problemas.

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Já o desenvolvimento ágil foca totalmente na solução do problema do cliente, utilizando a prototipação, desenvolvimento incremental e times reduzidos. Com a metodologia ágil, definem-se as questões que o software deve resolver, também conhecidas como história do usuário. O objetivo das primeiras reuniões com o cliente não é definir todo o comportamento e detalhes técnicos que o software deverá resolver como é feito no desenvolvimento tradicional, e sim as funcionalidades mais relevantes que o software deve ter.

Não tem como falar em metodologias ágeis sem citar o Manifesto Ágil, então vamos a ele.

Manifesto Ágil

Em 2001, 17 especialistas em processos de desenvolvimento de software estabeleceram princípios comuns compartilhados por diferentes métodos. Este encontro deu origem ao Manifesto Ágil, uma declaração com os princípios que regem o desenvolvimento ágil.

Os Quatro Valores

Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Com esse trabalho, passamos a valorizar:

Indivíduos e a interação entre eles mais que processos e ferramentas;

Software em funcionamento mais que documentação abrangente;

Colaboração com o cliente mais que negociação contratual;

Responder a mudanças mais que seguir um plano.

“Mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.”

Os Doze Princípios

Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, por meio da entrega adiantada e contínua de software de valor.

Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adéquam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.

Entregar software funcionando com frequência, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.

Pessoas relacionadas a negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diariamente, durante todo o curso do projeto.

Construir projetos ao redor de indivíduos motivados, dando a eles o ambiente e suporte necessários, e confiar que farão seu trabalho.

O método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para e por dentro de um time de desenvolvimento é com uma conversa cara a cara.

Software funcional é a medida primária de progresso.

Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários devem ser capazes de manter indefinidamente passos constantes.

Contínua atenção à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade.

Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.

As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de times auto-organizáveis.

Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

Como você pode perceber, o Manifesto Ágil é o embasamento filosófico de todos os métodos ágeis e diversos métodos de desenvolvimento de software estão alinhados a ele. A maioria deles se utiliza de ciclos curtos, que são chamados de iterações e normalmente têm duração de poucas semanas, dessa forma garantindo feedback frequente e respostas rápidas às mudanças.

Listo a seguir os principais métodos ágeis, considerando os métodos representados na conferência original:

• Extreme Programming (XP)

• SCRUM

• Crystal Family of Methodologies

• Feature-Driven Development

• Kanban

• Lean Development

• Dynamic Systems Development Method

• Adaptive Software Development

Métodos ágeis, por si só, é um assunto relativamente vasto, e seriam necessários vários artigos para abordá-lo de maneira completa. Este artigo tem por objetivo fornecer uma visão introdutória sobre a fundamentação das metodologias ágeis para desenvolvimento de software.

Vale lembrar que desenvolvimento ágil não é a única forma de se encarar o desenvolvimento de software, nem é a única maneira eficiente. Como disse Frederick Brooks em 1986, nenhuma tecnologia ou técnica de gestão resolve todos os problemas de todos os contextos. Ele resumiu essa ideia dizendo que “não há bala de prata”.

*Antônio de Lemos Filho, MBA em Gestão de Projetos, graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e em Sistemas de Informação. Atua como analista de desenvolvimento de sistemas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2012.

Inovação em Cidadania Eletrônica

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Por Frederico Augusto de Camargo*

A cidadania eletrônica, ou cidadania digital, é a participação do cidadão utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em ações de cidadania que beneficiam a sociedade e a influência popular nas ações dos governantes. O uso de novas tecnologias possibilita o surgimento de movimentos de cidadania eletrônica a partir da iniciativa de cidadãos organizados em grupos ou em instituições.

O uso das TIC possibilita que o cidadão exerça a sua cidadania, aproximando-se do poder público e aumentando o controle social, algo que, até o advento da Internet era exercido somente em manifestações populares e em período eleitoral. Com o surgimento de iniciativas de cidadãos organizados, amparados por redes sociais, fóruns on-line e eventos de hacktivismo, é possível que o cidadão exerça sua cidadania não de 4 em 4 anos, nas eleições, mas durante o exercício do mandato do governante. As tecnologias inovadoras aproximam o cidadão ao gestor público, e diminuem a distância entre as demandas da população e as políticas públicas.

O panorama após as novas TIC

Um exemplo deste novo cenário é o portal Para Onde Foi o Meu Dinheiro?, que ajuda o cidadão a monitorar a execução dos orçamentos federal, estadual e municipal. A ferramenta busca engajar o cidadão por meio da análise e visualização dos orçamentos no Brasil.

Na área de Justiça Social, o portal Retrato da Violência, desenvolvido por iniciativas individuais durante o Fórum Internacional de Software Livre em 2012, exibe gráficos sobre a violência contra a mulher no Estado do Rio Grande do Sul.

Ambos os portais citados foram desenvolvidos com dados abertos disponibilizados pelo próprio poder público em seus portais da Transparência. Mas não somente de dados disponibilizados pelo governo desenvolvem-se ferramentas de cidadania digital.

O aplicativo móvel Hemogram, desenvolvido pelo ICI – Instituto das Cidades Inteligentes com apoio do Hemepar, é uma rede social de solicitação de pedidos de doação de sangue, em que o cidadão pode disseminar pedidos de doação e acompanhar e ser alertado sobre pedidos de doação para o seu tipo sanguíneo.

A construção de uma sociedade digital

A Estônia leva o conceito de cidadania digital muito além: o país do leste europeu firma-se como a sociedade digital mais forte do mundo. As políticas públicas são em sua totalidade demandadas pela população por meio da plataforma eletrônica e-Estonia, e a administração pública atua como facilitadora entre o cidadão e a execução da solução.

Um dos pilares desta plataforma é a natureza modular de sistemas e componentes flexíveis, o que significa que é fácil adicionar novos serviços eletrônicos no futuro, o que permite que os sistemas do governo cresçam, de acordo com a intervenção popular.

O desenvolvimento de iniciativas de cidadania eletrônica, com dados abertos e APIs de programação públicas, possibilita a verdadeira cidadania: o exercício de uma comunidade socialmente e politicamente organizada.

*Frederico Augusto de Camargo é especialista em Tecnologias Web (PUCPR) e graduado em Tecnologia em Informática na UFPR. Atua como analista de desenvolvimento de sistemas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2009.

Como a Gestão de Atendimento ao Cidadão contribui na construção de modelos participativos para a efetiva resolução das demandas nas cidades

Por Ozires Pereira de Oliveira*

A construção de modelos de trabalho participativos está intrinsecamente ligada aos desafios e complexidades da moderna administração pública. O crescimento populacional e o êxodo para os meios urbanos observados nas últimas décadas acentuaram os problemas apresentados pela municipalidade, ampliando pontos de atenção no trato com a coisa pública.

A referência em disponibilidade e acesso aos canais de comunicação via web para a população gera um quadro de declínio dos contatos tidos como tradicionais, apontando para uma mudança gradativa e importante na maneira de estabelecer determinadas conexões com a gestão pública. Uma espécie de anseio da população em ter à sua disposição um sistema que envolva todos os órgãos da administração. Em contrapartida, observa-se, por parte dos gestores, uma dificuldade em estabelecer, manter e gerenciar pontos de atendimento que viabilizem a interação das pessoas de modo intuitivo e efetivo e que suportem as mudanças, em que a aplicação de recursos tem sido o principal gargalo no nível de gestão. Nesse sentido, o ciclo de interação com o munícipe passa obrigatoriamente pela estruturação de processos e pelo eixo tecnológico para dar sustentação ao volume de solicitações de serviços e pedidos de informações apresentados.

No cenário atual, a utilização de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos permite ao cidadão apresentar suas sugestões em tempo real, realizar acompanhamento, avaliar as respostas, compartilhar suas solicitações e contribuir para a melhoria das condições de vida de sua comunidade. Não obstante, ao oferecer meios estruturados que facilitem a formalização de situações que careçam de encaminhamentos dos órgãos públicos, o Estado amplia o poder de alcance de sua estrutura, centraliza as demandas em uma plataforma multicanal que oferece uma experiência única aos usuários, especializa-se em sua atividade-fim, organiza seus fluxos de trabalho e, principalmente, estabelece mecanismos adequados para o gerenciamento de seu diálogo com a sociedade.

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Assim, a utilização da tecnologia da informação e comunicação permite que se realizem análises históricas e preditivas, bem como a construção de cenários georreferenciados, objetivando a correção de distorções, subsídio ao planejamento e maior velocidade no atendimento, que, invariavelmente, contribuem para o aumento da qualidade de vida, da sensação de pertencimento e do bem-estar da população.

As principais demandas dos cidadãos estão relacionadas a características que envolvem principalmente questões de mobilidade e manutenção urbana, levando à percepção da necessidade de um novo posicionamento no que se refere à estruturação de métodos de atendimento que proporcionem tratativas adequadas para as solicitações espontâneas dos mesmos. Dessa forma, em consonância com a visão de Inteligência Coletiva, Democracia Participativa e conceitos de transparência, uma solução de atendimento que permita, fomente e crie instâncias de participação neste aspecto constitui-se em estratégia fundamental para a Gestão Pública.

A Solução de Atendimento e Informações ao Cidadão pressupõe a utilização de recursos tecnológicos que ampliam as possibilidades de interação e que são capazes de integrar os diversos meios de entrada das demandas da população, propiciando visão integrada e completa aos gestores. É característica fundamental o encaminhamento em tempo real das solicitações aos órgãos responsáveis, mecanismos de planejamento, controle, resposta por parte de poder público ao cidadão e por fim a avaliação da satisfação do munícipe. Esse ciclo virtuoso estabelece, de maneira simples e eficaz, o gerenciamento do processo, contemplando todos os stakeholders envolvidos na resolução das demandas nas cidades.

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 Modelo de fluxo de atendimento (Fonte: o Autor)

O protagonismo presente nessa solução, a visão unificada e ampla dos apontamentos da população, a capacidade de geração de dados, informações e indicadores e o processo de acompanhamento constante redundam no aprimoramento dos serviços públicos, propiciando altos níveis de credibilidade e satisfação da sociedade. Certamente, o desenvolvimento da administração pública e o estabelecimento das Cidades Inteligentes com enfoque na cidade criativa e sustentável, que faz uso da tecnologia, em seu processo de planejamento, com a participação dos cidadãos, dependem, dentre outros, da otimização e da inovação na gestão de atendimento ao cidadão. Pode-se concluir que uma solução de atendimento ao cidadão é capaz de transcender os conceitos de call center e ser percebida pelo cidadão usuário e pela administração como um elo fundamental para o pleno funcionamento da esfera pública.

*Ozires Pereira de Oliveira é cientista político, especialista em Gestão de Projetos. Com experiência de 16 anos na área, atua como coordenador de Atendimento ao Cidadão do Instituto das Cidades Inteligentes desde 2011.

As 3 melhores práticas de web design para 2016

Por Regiane Galhardo Melo*

O usuário sempre espera a melhor experiência ao acessar sites. Por isso, buscar as melhores práticas para o projeto é essencial. Veja abaixo as 3 melhores práticas que não podem faltar no desenvolvimento de um site em 2016.

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1. Design para conversão

Todo site pretende alcançar um objetivo e o design pode ser o grande responsável por essa tarefa. Uma aparência atraente prende a atenção do usuário por alguns segundos, mas o que fazer para ele permanecer no site e encontrar as informações que procura?

É nesse momento que o design para conversão tem influência no comportamento dos visitantes do site. Ele é capaz de motivar, incentivar e direcionar o usuário a realizar a ação planejada no layout. A ação muda de acordo com o objetivo do projet,o que pode ser vender um produto, divulgar um serviço ou compartilhar um evento.

Para que isso se torne realidade é importante se preocupar com os princípios básicos de experiência do usuário e definir estratégias para que o usuário interprete o conteúdo conforme planejado.

O design para conversão é um diferencial nos projetos e com alguns cuidados os objetivos podem ser alcançados com mais tranquilidade.

Saiba mais:

2. Responsive Web Design

Todo web designer já passou por alguma dificuldade para adaptar seu projeto para diferentes navegadores. Com a diversidade de dispositivos e resoluções os problemas de compatibilidade continuarão surgindo. Mas além dos desenvolvedores, os usuários também podem sair frustrados dessa história.

Então, como desenvolver um site que se adapte a diferentes resoluções e dispositivos? O Responsive Web Design é uma das soluções técnicas para esse problema.

Ao utilizar a técnica, o site será adaptado ao tamanho da tela do dispositivo, as imagens e textos são redimensionados, as colunas são posicionadas conforme necessário, elementos desnecessários são ocultados e tamanhos de botões e links são adaptados para interfaces touch.

Usuários satisfeitos e baixo custo de desenvolvimento, manutenção e hospedagem são algumas das vantagens de layouts responsivos.

Saiba mais:

3. Tipografia

Percebemos com facilidade que o conteúdo predominante dos sites é o texto e é neles que os usuários buscam as informações. A tipografia alcançou um espaço com mais destaque e passou a ser utilizada não só para leitura, mas também como elemento do layout.

Um tempo atrás a escolha da tipografia nos sites era limitada a fontes instaladas nos computadores, mas graça aos avanços no desenvolvimento os arquivos de fontes podem ser incluídos nos projetos com o método @font-face.

A tipografia passou a assumir papel relevante na concepção da identidade visual e é importante se preocupar não só com a seleção da fonte, mas também com o tamanho, cor e espaçamento para que o texto se torne fácil e agradável de ler.

Lembre-se que a tipografia escolhida deve se alinhar com os conceitos e a linguagem visual aplicada ao layout.

Saiba mais:

Conclusão

As práticas de desenvolvimento apresentadas são técnicas já utilizadas no mercado atual e é recomendável um estudo aprofundado sobre cada uma delas para alcançar os objetivos do projeto.

Referências

*Regiane Galhardo Melo é formada em Design, atua na equipe da Coordenação de Portais e Tecnologias do ICI há seis anos desenvolvendo interfaces para web e aplicativos.

Eventos de TI que acontecem em 2016

Por Fabiano de Albuquerque*

O ano de 2016 começa agitado para quem vive, respira e trabalha com TI. Selecionamos alguns dos principais eventos marcados para este ano. Confira:

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Campus Party™ Brasil 2016 – 26/01 a 31/01

O maior evento de tecnologia do país está com a data marcada para janeiro e será sediado em São Paulo (SP), no pavilhão de exposições Anhembi. No evento são discutidos assuntos como Ciência, Design, Inovação, Empreendedorismo, Segurança e Redes, Desenvolvimento.

Mini-DebConf Curitiba 2016 – 05/03 e 06/03

A Mini-DebConf Curitiba 2016 é um evento aberto a todos, independentemente do seu nível de conhecimento sobre Debian. A inscrição é gratuita.

9.ª Edição Mobile Intelligence 2.0 – 17/03

Evento voltado para a área de tecnologia móvel, uma tendência mundial que vem crescendo consideravelmente. No evento que acontece em São Paulo (SP), são discutidas novas tendências e tecnologias, impactos das convergências digitais, novas formas de acesso à internet, popularização da banda larga móvel 3G, 4G.

QCon São Paulo 2016 – 28/03 a 01/04

QCon é uma conferência para desenvolvedores de softwares e tem como propósito disseminar o conhecimento e inovação para a comunidade de desenvolvedores. São três dias de conferência e dois dias de workshops no evento que contará com mais de 90 palestrantes.

LTE Latin America 2016 – 05/04 a 07/04

Evento global que será sediado no Rio de Janeiro (RJ), a LTE comemora seu 6.º ano com um programa de conferências amplo e discussão em torno da evolução da banda larga móvel.

FISL 16 – 08/07 a 11/07

O Fórum Internacional Software Livre vem se firmando como um local de discussão e exposição do que há de mais novo em tecnologias livres e Porto Alegre (RS) será palco novamente do maior encontro da comunidade de Software Livre do mundo.

BrazilJS 2016 – 19/08

Uma das maiores conferências de JavaScript do mundo está com sua 6.ª edição garantida. Tradicionalmente, o evento ocorre em Porto Alegre (RS).

WCIT 2016 – 03/10 a 05/10

A 20.ª edição do WCIT será em Brasília (DF). O congresso mundial de tecnologia da informação será realizado pela primeira vez na América do Sul, a última edição foi realizada em Guadalajara, no México, em 2014. O foco do evento são empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação, líderes empresariais, autoridades, investidores e acadêmicos. O tema deste ano é “Promessas da Era Digital: Desafios e Oportunidades”.

Tem mais algum evento para compartilhar? Deixe sua sugestão nos comentários.

*Fabiano de Albuquerque é técnico de informática, formado em Gestão em Infraestrutura de TI. Atua no setor de Redes do Instituto há oito anos.

MBaaS – Mobile Backend as a Service

Por Fabio Leandro Lapuinka*

A maioria das pessoas possui hoje em dia um celular conectado à internet, com o qual deve pelo menos acessar o Gmail, Whatsapp ou Facebook. Utilizam o aparelho para tirar fotos e ver vídeos diariamente e, é claro, ocasionalmente jogar seus games prediletos.

Quando você baixa um aplicativo da Loja do Google (Google Play) ou da Apple (App Store), você está apenas instalando uma cópia do aplicativo, que precisará se conectar à internet para acessar os servidores da empresa dona do aplicativo. Isto ocorre por várias razões: o aplicativo irá solicitar um usuário/senha, transferência de informações (vídeos/sons).

Quando uma empresa inicia o projeto de um novo aplicativo, é preciso se preocupar com detalhes da infraestrutura que este aplicativo irá utilizar. Geralmente, esta deverá fornecer serviços de notificações e mensagens, armazenamento de dados em nuvem, integração com redes sociais.

Na área de mobile, chamamos esta infraestrutura básica de MBasS – Mobile Backend as a Service.

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Figura 1 – Visão MBaaS

Para atender a crescente demanda da área mobile, o ICI preparou seu Data Center para a arquitetura MBaaS. Esta arquitetura permite que aplicativos mobile sejam suportados por infraestrutura robusta, que possui serviços de mensagens e storage.

O preparo desta infraestrutura possibilitou que aplicativos como Cartão Qualidade e Hemogram fossem escritos com mais agilidade, permitindo que os desenvolvedores apenas acessassem rotinas previamente preparadas para estes fins, sem se preocupar com detalhes da sua construção.

*Fabio Leandro Lapuinka é analista de sistemas, integra a equipe da Coordenação de Portais e Tecnologias do ICI.

O uso da tecnologia em sistemas urbanos inteligentes

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Autora: Adriana Andréa Rodrigues*

Fonte: Gazeta do Povo

A larga expansão da plataforma mobile tem auxiliado no desenvolvimento de ambientes interoperáveis, em que cidadãos se inserem na sociedade da informação por intermédio das tecnologias da informação e comunicação, estabelecendo novos processos comunicativos e usufruindo de serviços públicos digitais.

Trata-se de uma crescente integração entre objetos interconectados por meio da internet, que mediam ações e informações entre outros objetos e cidadãos, sendo independentes de intervenção humana e configurados para oferecer facilidades para o cotidiano da sociedade, permitindo a existência de uma rede amplamente conectada e gerando uma significativa massa de dados (Big Data) proveniente de diferentes dispositivos eletrônicos.

Este cenário, de materialização de ambientes permeados de informação cujos variados objetos podem conectar-se sem fio à internet e entre si, é compreendido como Internet das Coisas. O termo “Internet das Coisas” (IdC ou IoT, acrônimo de Internet of Things) é usado como sinônimo de ambientes conectados, computação ubíqua, comunicação máquina a máquina (Machine to Machine Communication, M2M), web das coisas, internet do futuro e objetos inteligentes (Smart Things). A partir desses termos, pode-se inferir como a IdC, em uma era digital de franca expansão, com a massiva utilização de smartphones, tablets e notebooks, passa a ocupar e incorporar os hábitos dos cidadãos.

Não obstante, a IdC é entendida como um fenômeno, ubíquo e em constante evolução, cujas inovações potencializam soluções capazes de promover o desenvolvimento socioeconômico e a melhoria da qualidade de vida, baseadas em aplicações interativas que, além de conter informações estáticas, contêm informações em tempo real referentes aos objetos do meio físico urbano.

Dentre as tecnologias presentes nestes ambientes conectados, destacam-se a Radio Frequency Identification (RFID), a Near Field Communication (NFC), o QR Code, as redes wireless e os sensores sem fio. Essas tecnologias são normalmente integradas em aparelhos eletrônicos, unindo o mundo real ao digital e servindo como importantes instrumentos para solucionar ou minimizar problemas urbanos, assim como auxiliar na realização de tarefas cotidianas.

A IdC descreve um cenário de funções incorporadas em muitos objetos dos espaços urbanos; microchips implantados em seres vivos, capazes de trocar informações entre si, com as pessoas ou com o ambiente; objetos com sensores embutidos para coletar diferentes tipos de dados e ajudar a entender o comportamento das cidades, a exemplo das cidades inteligentes (Smart Cities), sendo estrategicamente planejadas sob os pilares da conectividade e automação.

Iniciativas para a construção e o desenvolvimento de cidades inteligentes preconizam a adoção de tecnologias na infraestrutura urbana, em que sejam capazes de coletar e transmitir informações em tempo real acerca da dinâmica das cidades, quer seja de seres humanos, animais, objetos ou na investigação de eventos climáticos. Essas informações em tempo real sobre as questões urbanas, a partir da aplicação de métodos próprios de análise, analíticos ou preditivos, podem servir como um robusto instrumento de apoio à tomada de decisão para os setores responsáveis na administração das cidades.

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São as cidades inteligentes e as regiões monitoradas por sensores que captam informações dos postes de luz, possibilitando a redução nos custos de energia; geram informações sobre o trânsito representadas em mapas sinóticos, por meio do emprego de geotecnologia; medem a qualidade do ar e o nível de ruído. Os cidadãos serão usuários de diversas aplicações e terão cada vez mais acesso em tempo real aos serviços urbanos, do consumo de água à escolha do posto de saúde.

O planejamento urbano é uma atividade contínua para a tomada de decisão, constituindo a preparação para a gestão futura, uma vez que promove a antecipação de fenômenos futuros, buscando minimizar os problemas urbanos. Isto posto, os governos podem ser grandes usuários das aplicações da IdC, cujas tecnologias podem reduzir custos e melhorar a qualidade da prestação de serviços públicos, identificando áreas de oportunidades para que as cidades possam estabelecer e empregar estratégias que combinam a gestão da água, redes inteligentes, gestão de resíduos e estacionamento inteligente, entre outros; planejar uma cultura de IdC para favorecer o ativismo no sistema político, conciliando lei e realidade, conjugando informação e desenvolvimento; compartilhar experiências, plataformas e melhores práticas de IdC, no sentido de minimizar a fragmentação das soluções tecnológicas, bem como tornar os cidadãos mais inclusivos na construção das cidades inteligentes.

Um exemplo interessante da adoção da IdC na gestão pública é o sistema urbano de mobilidade sustentável em uso no Centro de Operações de Mobilidade, sediado no Instituto Curitiba de Informática (ICI) e integrante do projeto-piloto do Programa Ecoelétrico da Prefeitura Municipal de Curitiba, que permite o monitoramento on-line da frota de carros elétricos, bem como a manutenção dos eletropostos instalados pela cidade. O monitoramento dos indicadores como energia elétrica consumida, número de viagens e distâncias percorridas é viabilizado pela utilização da tecnologia RFID, integrante dos dispositivos do sistema instalados tanto nos veículos quanto nos eletropostos, além da adoção de outras tecnologias inteligentes associando telemetria, Big Data e Business Intelligence.

Até julho deste ano, o projeto já havia alcançado uma poupança total equivalente a 7.556,38 kg de CO2, registrando-se a maior poupança em julho de 2014 (947 kg) e a menor, em setembro do mesmo ano (266,25 kg). Desde o seu lançamento, os veículos que integram a frota do Programa Ecoelétrico já percorreram um total de 60.451 km. Em termos de energia, o total consumido até a data corresponde a 10.732,31 kWh, sendo que no mês de julho de 2015 a frota consumiu um total de 539,13 kWh.

Atualmente, estão sendo realizados testes-piloto para algumas tecnologias de comunicação sem fio (Bluetooth, GSM/GPRS, RFID) em um gateway para redes de sensores sem fio, em que se pretende o reconhecimento de características dos veículos que estacionam nas vagas sensorizadas, além da comunicação com os veículos elétricos. A nova funcionalidade poderá auxiliar na gestão do trânsito das cidades, bem como ser integrada ao sistema urbano de mobilidade.

De fato, os gestores do setor público têm uma excelente oportunidade de agir, a partir da utilização da IdC na implementação e alcance dos objetivos das políticas públicas, incluindo o aumento do crescimento econômico e melhorias na sustentabilidade ambiental, segurança pública, prestação de serviços do governo e produtividade. Não obstante, em termos de política pública, líderes de governo terão de estabelecer diálogos e entendimentos claros sobre os riscos de privacidade que acompanham a IdC. Tão importantes quanto a informação e a inteligência tecnológica são a estratégia, o planejamento e as políticas públicas que irão orientar e regular as aplicações da IdC no desenvolvimento das cidades.

Neste sentido, torna-se necessário que os governos, nas esferas federal, estadual e municipal, avaliem onde e como podem usar a IdC em suas funções administrativas, bem como o papel que a IdC poderia desempenhar na realização mais ampla dos objetivos socioeconômicos, serviços públicos e a vida cotidiana em geral, em um provimento de interação entre sociedade civil e sociedade política.

*Adriana Andréa Rodrigues, mestre em Gestão Urbana e pós-graduada em Tecnologia da Informação com ênfase em Administração Pública e em Gestão de Projetos, é pesquisadora-responsável no Instituto Curitiba de Informática (ICI) em linhas de pesquisa para a Mobilidade Urbana Sustentável e Gestão da Informação no Processo Decisório, associadas ao Centro de Operações de Mobilidade do Programa Ecoelétrico.

3 motivos para a gestão pública investir em tecnologia da informação

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A tecnologia da informação (TI) tem se mostrado capaz de eliminar muitos dos gargalos enfrentados em todos os setores que se dedicam à prestação de serviços ao cidadão. Por isso, o Techcity destaca três benefícios reais que entidades da área pública podem obter com a aplicação avançada de TI.

1. Acompanhar a satisfação do cidadão

A troca de informações entre cidadão e governo contribui para uma gestão mais democrática. Uma das formas mais eficazes de fazer isso é contar com tecnologias que permitam a busca e o recebimento de feedbacks dos cidadãos sobre a administração pública. A coleta, registro e análise desses dados servem para medir a eficácia de ações pontuais como a inauguração de uma unidade de saúde em um município ou mesmo o índice da aprovação dos serviços públicos de forma geral.

É preciso, no entanto, que as ferramentas ou soluções escolhidas tenham condições de tratar dados de diferentes áreas de interesse da população para transformá-los em diagnósticos de demanda para orientar a gestão pública.

De acordo com o Gartner, a relação com o cidadão em múltiplos canais é uma das dez tendências tecnológicas mais importantes para o governo em 2015. A estratégia tem sido adotada para fornecer aos cidadãos uma visão única sobre a organização governamental.

2. Melhorar os gastos públicos

Em uma pesquisa divulgada em 2014, a consultoria Oxford Economics, ligada à Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou dez países para entender o impacto que o aumento da eficiência da gestão governamental teria sobre as contas públicas. Os resultados merecem destaque: se cada um dos países fosse capaz de ampliar a eficiência em 1% ao ano, entre 2012 e 2025 seria possível economizar cerca de 2 trilhões de dólares. No Brasil, a ação resultaria na economia de 122 bilhões de dólares.

Segundo a consultoria, uma das opções mais viáveis para conquistar esse resultado é tornar a gestão das informações mais inteligente, pois isso apoiaria um dos processos mais complexos da gestão governamental, a tomada de decisões. A busca por processos que resultem em informações gerenciais de qualidade, portanto, teria como consequência direta uma maior assertividade tanto no diagnóstico quanto na resolutividade das principais demandas da administração pública.

 3. Evoluir o planejamento

Monitoramento de indicadores e simulação de cenários são dois recursos que podem fazer a diferença no planejamento das ações focadas no cidadão. Isso porque elas permitem explorar variadas resoluções e consolidar o entendimento sobre tendências internas e externas do negócio público. Em geral, isso pode ser feito com uma solução de Business Intelligence (BI).

A tecnologia de BI permite extrair e visualizar dados gerenciais de forma dinâmica e facilitada. As informações são transformadas em gráficos interativos para que o usuário tenha condições de compreender panoramas complexos. Munidos com referências reais, os gestores públicos identificam quais setores necessitam de apoio imediato e quais não demandam um esforço tão significativo, dessa forma é possível fazer a melhor distribuição de investimentos públicos.

Mais sobre o tema gestão pública

 

Projeto de Lei que eleva alíquota de imposto na TI gera reações do setor

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A aprovação do Projeto de Lei 863, que eleva as alíquotas de contribuição previdenciária do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação de 1% e 2% para 2,5% e 4,5%, respectivamente, tem causado fortes reações. De acordo com porta-vozes de entidades representativas, executivos e sindicatos, a medida impacta profundamente o mercado brasileiro e poderá resultar em uma redução na ordem de 80 a 151 mil postos de trabalho. Depois de aprovado na última quinta-feira (25) por 253 votos favoráveis, 144 contrários e uma abstenção, o texto final agora segue à apreciação do Senado Federal.

A desoneração da folha de pagamento para o setor de TIC foi uma das principais ações do plano TI Maior, criado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff para estimular a competitividade da área, promovendo o potencial brasileiro diante do mercado mundial. O mecanismo prevê a troca da contribuição patronal para a Previdência, de 20% sobre a folha de pagamentos, por alíquotas incidentes na receita bruta. A medida, que incluía diversos setores da economia, teve caráter provisório até julho de 2014, quando foi tornada permanente por meio da Lei 12.546/2011.

Em entrevista ao portal Convergência Digital, a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) alertou para a possível perda de 80 mil empregos do setor de TIC caso a medida seja tomada. O presidente da entidade, Sergio Paulo Gallindo, disse que a queda no número de postos de trabalho deve acontecer em um período de até dois anos. “Levamos quatro anos para gerar 88 mil novos postos. Essa decisão desmonta toda a política setorial construída nesse período. E mais, a formalização do emprego vai também terminar”, declarou.

Em nota oficial, a Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) afirmou que parte da indignação se deve ao fato de o setor de TI ter gerado “aumento significativo dos empregos e da arrecadação desde a implementação da alíquota aprovada em 2014″. A federação diz que fará um trabalho de esclarecimento das lideranças regionais e nacionais da Assespro junto ao Poder Legislativo e que a expectativa é que haja modificação do Projeto de Lei no Senado. Do contrário, diz o texto, “a participação das empresas e do capital humano nacionais será reduzida, justamente o contrário ao almejado pelo governo”.

A formalização do setor e a geração de milhares de empregos nos últimos anos também são apontados pelo executivo Marco Stefanini, da multinacional brasileira de TI Stefanini, como motivos suficientes para manter a desoneração. “A medida não foi nada justa com um setor que se esforçou. Aumentamos os empregos em 30% em quatro anos e mais que isso: formalizamos o setor”, ressaltou, mencionando que o impacto da ação não será no curto prazo.

A Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) afirmou que o setor de TI no estado terá dificuldade em manter o ritmo de crescimento e novas contratações com esta medida. A declaração é do presidente da ACATE, Guilherme Bernard: “Esta medida, que representa um aumento de 125% na alíquota, vai na contramão da necessidade de geração de empregos qualificados, especialmente neste contexto de recessão econômica que o País enfrenta”. Em 2014, revelou, “o setor de TI em Santa Catarina apresentou um crescimento de 15%, resultado que dificilmente será alcançado neste ano”.

Sindicatos temem redução ainda maior de empregos
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, Antonio Neto, que também responde pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), não se deve ignorar a importância da lei de desoneração para a preservação do emprego e a renda de milhares de brasileiros no momento de crise pelo qual passa o País. “Se for sancionada a alíquota de 4,5% para os segmentos de Tecnologia da Informação e Comunicação, por exemplo, mais de 151 mil postos de trabalho serão eliminados, isto representa quase 17% da força de trabalho”, afirmou em entrevista para o site do CSB.

O presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, Benito Paret, afirmou que a medida será “sem dúvida fator para aumento do desemprego, diminuindo provavelmente os níveis de arrecadação ao invés de aumentá-los como se imagina”. E complementou: “Torna-se inaceitável, sem que haja uma ampla discussão na sociedade, um retrocesso que atinge tantos setores da economia, sobretudo o de TI, basicamente formado por pequenas empresas nas quais a mão de obra é um custo relevante e imprescindível”.


Saiba mais:

 

Ilustrador transforma pensamento de Isaac Asimov em quadrinhos

Autor de grandes obras de ficção e divulgação científica, o escritor Isaac Asimov foi capaz de prever, em 1988, o impacto que a internet teria sobre a difusão do conhecimento. Naquele ano, o escritor concedeu entrevista ao programa de TV World of Ideas e detalhou como imaginava que seria o mundo quando existissem “enormes bibliotecas onde qualquer pessoa possa fazer perguntas e obter respostas”.  Segundo o escritor, uma ferramenta coletiva de busca de informações representaria um novo modo de ensinar e aprender, que ele classificou de “educação de um pra um, mas voltada para muitos”.

Mesclando as principais afirmações dessa entrevista com elementos da cultura contemporânea, o ilustrador Aung Gavin produziu uma tirinha com as ideias de Asimov sobre o a importância de ver a vida como uma jornada de busca pelo conhecimento. Confira a tirinha a seguir e clique sobre ela para ver a imagem no tamanho original.

Isaac Asimov: Uma vida de aprendizado (tradução livre)

Tirinha Uma vida de aprendizado

Sobre Isaac Asimov

A obra mais famosa de Isaac Asimov é a “Trilogia Fundação”, série que descreve a história de um futuro distante e o destino de seus habitantes, influenciados por uma instituição chamada de Fundação Enciclopédica.

Já na série “Robôs” está um dos contos mais conhecidos do autor, o “I, Robot” (“Eu, Robô”). A estória ganhou alcance mundial por conta da adaptação para o longa-metragem de mesmo nome estrelado por Will Smith. Ao longo de sua vida, Asimov produziu e editou mais de 500 livros e cerca de 90.000 cartas.

Para saber mais

  1. No site Zen Pencils há dezenas de outras tirinhas retratando o pensamento de filósofos, escritores e pensadores contemporâneos. Vale a pena conferir.
  2. A série Fundação, de Isaac Asimov, deve ser transformada em série pela HBO.
  3. Em artigo, Isaac Asimov questiona o que é inteligência.