Os Cidadãos e as Cidades Inteligentes

Por Luís Mário Luchetta*

Os grandes centros urbanos não param de crescer e em 2020 teremos mais de 50 bilhões de dispositivos conectados e mais de 5 bilhões de pessoas online. Além da inteligência artificial, robótica e drones, que também são realidade, cada vez mais a população mundial estará conectada. Só no Brasil já temos mais 110 milhões de brasileiros com acesso à Internet.

A cultura da inovação está viabilizando um ambiente colaborativo, de aprendizado contínuo e disponibilização de novos serviços. Um novo ecossistema é formado nas cidades, em suas economias, serviços e na vida das pessoas.

A mudança nunca aconteceu com tanta velocidade. Algumas tecnologias utilizadas hoje terão desaparecido daqui a 5 anos. Projetos de geração de energia solar, por exemplo, eram economicamente inviáveis há alguns anos, mas hoje estão implantados em muitas residências.

As cidades crescem e necessitam de novas soluções e tecnologias, que gerem inovação e tragam novas oportunidades para seus habitantes. Com essa realidade estabelecida, surge a geração de trabalhadores e consumidores conectados, em busca de serviços de qualidade com o menor custo e maior disponibilidade.

Como exemplo, podemos citar a batalha com os serviços de transporte no mundo. Em pouco tempo, uma nova empresa se tornou a maior operadora global de mobilidade urbana sem ter um carro em sua frota. Velhos modelos estão tendo que se adaptar, se reinventar a este novo mundo. As mudanças não param por aí e em breve estaremos com nossas ruas cheias de veículos elétricos e autônomos.

Talvez as grandes perguntas sejam “o que a gente faz que a máquina não pode fazer?” e “como podemos gerar um ambiente de inovação e extrair o máximo das tecnologias?”.  Com a internet das coisas, Big Data, mobilidade e redes sociais, pode-se transformar os modelos de negócios e as experiências dos usuários. Soluções para educação, saúde, transporte e manutenção urbana são alguns exemplos de transformação das cidades que com uso da tecnologia possibilitam a redução de tempo, aumento de segurança e da qualidade dos serviços para as pessoas.

Estamos à frente de um grande desafio e oportunidades para cidades e pessoas. Nossa única certeza é a da mudança, talvez ideias simples que combinem dois ou mais elementos tecnológicos possam gerar grandes revoluções e solucionar problemas. A cidade inteligente terá que ajudar a promover o processo de transformação para que as empresas continuem crescendo e gerando lucros e as pessoas tenham um sentimento de satisfação e de desenvolvimento contínuo. É nas cidades onde vivemos que buscamos a realização de nossos sonhos.

A transformação digital está acontecendo em todas as áreas da sociedade e questões como padrões, segurança, legislação e o desenvolvimento de algoritmos capazes de analisar dados e executarem uma determinada ação são desafios deste momento.

Na era cognitiva, as pessoas farão as perguntas e os computadores darão as respostas. Tudo vai ser um dispositivo: seu carro, sua roupa, o espelho, entre outros. Teremos mais de 20 bilhões de aparelhos conectados e interagindo. As informações estarão em qualquer lugar, o tempo todo. Mudaremos mais nos próximos 20 anos do que mudamos nos últimos 200 anos.

Luís Mário Luchetta é bacharel em Ciências Contábeis, Especialista em Planejamento e Marketing Empresarial. É membro do programa de educação continuada do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa-IBGC, do qual é conselheiro de administração e fiscal certificado. Empreendedor nacional e representante comercial, atua no trabalho coletivo do Setor de TIC, no qual desempenha a função de  vice-presidente da Federação Assespro e presidente do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Tecnologias de Informação e Comunicação são desafios para novos prefeitos

Por Luís Mário Luchetta*

A posse dos prefeitos eleitos, em janeiro de 2017, traz muitos desafios para os novos governos. Um dos mais importantes é diagnosticar a situação atual da administração e identificar quais são os serviços demandados pela população, que ainda não são atendidos ou que precisam de melhorias. Para ter resultados eficientes nesse trabalho é preciso traçar um plano de implementação de soluções integradas de Tecnologias de Informação e Comunicação, que vão gerar manutenção e atualização permanente das informações.

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As chamadas TIC, conjunto de recursos tecnológicos que soluciona questões de comunicação em diferentes áreas e setores dos negócios, são grandes aliadas na gestão pública. Elas automatizam, padronizam e agilizam os processos, permitindo a transparência e simplificando o acesso do cidadão aos dados e serviços públicos. Novas soluções, como mobilidade urbana e iluminação inteligente, por exemplo, são gerenciados pelas TIC e favorecem diretamente os moradores das cidades.

Um cuidado importante a ser tomado pelos novos prefeitos é não subestimar a importância estratégica das TIC e nem deixar o tema ser tratado perifericamente na gestão. Será por meio dessas tecnologias que o governante conseguirá transformar o município em uma cidade inteligente, colocando as pessoas no centro do desenvolvimento e deixando o governo mais eficiente.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou uma lista de cidades de várias partes do mundo com soluções inteligentes. São diversas iniciativas em cada uma delas, que vão desde sensores (IoT) em Barcelona, até dados abertos em São Francisco, com os quais busca-se resolver os mais variados problemas dos centros urbanos, de maneira ágil e efetiva.

As soluções tecnológicas de cidades inteligentes de outras partes do mundo podem ser aplicadas no Brasil. Tel Aviv, em Israel, que desenvolveu uma plataforma para integração com o cidadão por meio de um aplicativo, e San Diego, nos Estados Unidos, que possui um sistema de iluminação pública inteligente, são cidades com soluções perfeitamente aplicáveis à realidade brasileira.

TIC auxilia no processo decisório do governo, com informações organizadas de todas as áreas da gestão pública, em tempo real, e com previsões e alertas do que pode ser feito para evitar possíveis problemas. Na área da Saúde, por exemplo, um prontuário eletrônico de abrangência nacional pode integrar os dados dos diferentes provedores de serviços e os transformar em um único documento, que pode ser acessado dentro dos níveis de segurança pelo paciente, por médicos, hospitais e clínicas. Uma vez estruturado, esse sistema será a base para levar serviços on-line ao cidadão, entre eles agendamento de consultas e informações como a disponibilidade de medicamentos nas unidades, usuários em espera, especialidades disponíveis, resultados de exames, entre outros.

Na Educação, a transformação já é uma realidade com o ensino à distância e pode-se avançar principalmente na gestão pública. A estruturação de sistemas de gestão educacional, de conteúdos pedagógicos on-line e interação com a comunidade escolar são fatores determinantes para a melhoria do ensino. A tecnologia pode contribuir com o acesso e a igualdade na educação, na qualidade do ensino e aprendizagem, no processo de matrícula on-line, na chamada eletrônica, no desenvolvimento profissional dos professores, bem como melhorar a gestão, a governança e a administração educacional.

A transformação digital está acontecendo em todas as áreas da sociedade e questões como padrões, segurança, legislação e o desenvolvimento de algoritmos capazes de analisar dados e executarem uma determinada ação são os desafios deste momento. Na era cognitiva, as pessoas farão as perguntas e os computadores darão as respostas. As informações estarão em qualquer lugar, o tempo todo, ajudando os gestores a melhorar os municípios brasileiros. Mudaremos mais nos próximos 20 anos do que mudamos nos últimos 200. E esse é um grande desafio para todos nós.

*Luís Mário Luchetta é bacharel em Ciências Contábeis, especialista em Planejamento e Marketing Empresarial. É membro do programa de educação continuada do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), do qual é conselheiro de administração e fiscal certificado. Empreendedor nacional e representante comercial, atua no trabalho coletivo do setor de TIC, no qual desempenha a função de vice-presidente da Federação Assespro e presidente do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Gerenciamento de Serviços de TIC

Por Fernando Matesco*

A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é um fator crítico de sucesso para a grande maioria das organizações. Em determinados ramos de negócio é quase impossível imaginá-los sem o apoio da TIC. Esta se tornou um parceiro estratégico, faz parte do negócio. Na maioria das organizações, as decisões sobre os investimentos em TIC são tratadas nas reuniões de planejamento estratégico pelo conselho administrativo da empresa, não é mais possível tratá-la isoladamente.

Em virtude deste cenário, em que a Tecnologia da Informação e Comunicação é crítica para o negócio da empresa, o Gerenciamento de Serviços de TIC é fundamental para a sobrevivência e a continuidade da organização.

A ITIL (Information Technology Infrastructure Library) define serviço como “um meio intangível de entregar valor aos clientes, facilitando resultados sem ter que assumir custos e riscos extras”. É notória a dificuldade existente para definir um serviço, algo medido pela percepção de satisfação de cada indivíduo que o recebe. Algo tão perecível, que em sua grande maioria está sendo produzido e consumido ao mesmo tempo.

Cada vez mais percebe-se que as organizações estão optando em terceirizar o serviço de TIC. Ter uma equipe de TIC alinhada aos objetivos da empresa, que faça diferença para o negócio, exige dedicação, infraestrutura adequada e profissionais bem qualificados e capacitados. Manter uma estrutura dessas gera custos elevados. Em contrapartida, a terceirização dos serviços de TIC reduz os custos operacionais, garante o recebimento de um serviço de melhor qualidade e, principalmente, propicia à organização manter o foco no negócio.

O Gerenciamento de Serviços de TIC envolve, antes de mais nada, entender as necessidades e as expectativas do cliente, e buscar o meio mais apropriado de atendê-las. É enxergar uma organização de TIC mais do que um grupo de profissionais especializados, executando tarefas técnicas isoladas dentro de suas áreas de conhecimento, e sim com uma visão de como tudo isso se encaixa e, ainda, com a visão do cliente que espera resultados de outro lado.

Sendo assim, o Gerenciamento de Serviços de TIC está longe de ser apenas uma área de atendimento aos usuários finais – Service Desk – para que a organização possa ser comunicada das falhas, dúvidas e/ou dificuldades que impactam a produtividade desses usuários, mas também envolve aspectos técnicos, operacionais e de gestão de pessoas. A entrega do serviço precisa deixar de ser reativa e passar a agregar valor ao cliente:

Reativo Proativo Valor
• Apagar incêndio; • Análise de Tendências; • Provedor de Serviços;
• Gestão de alertas e eventos; • Previne problemas; • Garante os SLAs;
• Controle da disponibilidade do ambiente. • Controle da disponibilidade de equipamentos e aplicações; • Mede e acompanha a disponibilidade dos serviços;
• Processos maduros para gestão de problemas, mudanças e desempenho. • Integra os processos;
• Melhoria contínua na qualidade dos serviços prestados;
• TIC como parceiro dos negócios.

Não é possível entregar serviço com qualidade sem um mecanismo bem definido para a gestão de todo o ciclo de vida de um serviço. É nesse momento que é recomendado a ITIL, uma biblioteca de melhores práticas para a gestão de serviços em TIC que pode ser adotada e adaptada à realidade e às necessidades da empresa.

A ITIL não pode ser vista como uma metodologia, pois as melhores práticas são flexíveis a ponto de você adaptar aos seus processos, já uma metodologia possui uma implementação mais rígida, com regras bem definidas. A vantagem da adoção das melhores práticas está no fato de não ter que “reinventar a roda”, adotar práticas já testadas propicia um ganho de tempo e retorno mais rápido sobre o projeto de implementação de uma gestão de serviços.

Para a ITIL, fazer o gerenciamento de serviços de TIC significa estruturar um conjunto especializado de habilidades organizacionais para fornecer valor para o cliente em forma de serviços. As práticas procuram fornecer o suporte necessário para que os serviços estejam em sintonia com as necessidades do negócio, aumentando a eficiência operacional e a melhoria contínua nos processos.

A gestão de TIC é, de forma resumida, o gerenciamento de: Pessoas, Processos e Tecnologia, particularmente eu adiciono os Parceiros a estes três pilares. De maneira global, esses são os componentes do serviço, cujo objetivo é viabilizar a entrega e a garantia desse serviço com foco nas necessidades do negócio.

Investir em uma boa rotina de gestão é fundamental, as organizações devem trabalhar os seus processos de tal forma que seja possível criar um fluxo contínuo de melhorias, com metas, boas ferramentas e práticas que tornem o gerenciamento de serviços mais eficaz.

Este tema pode ser abordado por diversas perspectivas, mas um dos pontos principais a ser ressaltado é que o Gerenciamento de Serviços de TIC é uma habilidade que só se desenvolve praticando.

*Fernando Matesco, gerente de Infraestrutura no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2009, possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV, certificado PMP pelo PMI, certificado ITIL, certificado ISO-27002. Atua há 22 anos na área da Tecnologia da Informação, com sólida experiência em gestão de serviços de TIC. Integra o time ICI desde 2001.

Hackathon: uma oportunidade única

Por Marcos Estevão Hadiak e Marco Antônio Bittencourt Grutzmann*

A vida nos propicia oportunidades todos os dias, e é da nossa escolha aproveitá-las ou não. Foi assim conosco, na participação do 1º Hackathon BRF (#watsongotfood), nos dias 20 e 21 de a-gosto de 2016, promovido pela Universidade Positivo e BRF, com apoio técnico da IBM e cobertura do evento pela Olhar Digital.

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 Equipe vencedora do hackaton

Durante 35 horas seguidas, equipes reuniram-se nas dependências da Universidade Positivo para desenvolver ideias e produtos, tendo como tema “O Futuro da produção, logística e venda na Indústria de Alimentos”, para mostrar o que seriam capazes de realizar nesse curto prazo de tempo. Deste caldeirão borbulhante de ideias e desafios, três equipes foram selecionadas por uma equipe julgadora que avaliou três itens: ineditismo, impacto no negócio e completude.

O resultado não poderia ter sido melhor para nós: primeiro lugar entre as 11 equipes que chegaram até o final. Nosso trabalho, “Controle Cognitivo de Frotas”, teve grande repercussão entre todos desde o início. Mentores, colaboradores e participantes do evento mostraram-se surpresos e entusiasmados com a ideia: um aplicativo que pode ser instalado em um dispositivo móvel, o qual acompanha o motorista durante o trajeto, realizando perguntas e com base em suas respostas é capaz de analisar seu sentimento, possibilitando determinar certas ações durante o trajeto, ou ao final dele, de forma a tornar o dia a dia daqueles que são responsáveis não apenas pelo transporte das cargas, mas também pelas vidas das pessoas que diariamente circulam pelas ruas e rodovias brasileiras, mais segura e agradável. Estes profissionais estão sujeitos às mais diversas situações, muitas de alto risco, as quais continuamente interferem em seu desempenho. Muitas vezes a solidão, a saudade de suas famílias, a rotina, o cansaço ou o estresse, entre tantos outros, são fatores perturbadores.

A ideia é fazer do aplicativo um copiloto virtual, com o qual o motorista sinta-se à vontade e converse. Estas conversas são analisadas pelo Watson, uma solução da IBM que, por meio de softwares e computadores com alta capacidade de processamento, realiza a computação cognitiva, a nova fronteira na ciência da computação. É a aproximação da máquina com o ser humano, por meio de interações em seu cotidiano como sugestões, auxílio em planejamentos e tomada de decisões, tudo de uma forma natural, baseada em aprendizados realizados. Segundo sua própria definição: “Sou uma plataforma de computação cognitiva desenvolvida pela IBM que entende a linguagem natural das pessoas, a partir de minhas habilidades cognitivas. Meus sistemas se aproximam da forma humana de pensar, interagir e aprender, extraindo conhecimento de dados não estruturados, de diversas fontes, em formato de texto, imagem e vídeos.”

Este é um novo marco no controle de frotas, pois até então sempre houve um acompanhamento sobre os veículos, nunca antes sobre o condutor e suas condições de trabalho.

Como mencionamos no início, esse trabalho foi fruto de uma oportunidade dada a nós por uma iniciativa da Universidade Positivo e a BRF com apoio da IBM e do Olhar Digital: parcerias que têm tudo para dar certo, pois uma empresa disposta a apostar em novas ideias, uma entidade de ensino incentivando e revelando seus alunos, contando com o apoio de uma empresa prestadora de soluções e de outra que divulga essas iniciativas constituem a receita ideal para produtos fantásticos.

*Marcos Estevão Hadiak é tecnólogo em processamento de dados (ESSEI), com especialização em Big Data (UP) e MBA em BI (UP). Atua há mais de 27 anos na área de TIC, dos quais 18 anos na área de gestão pública. Foi gerente de Novas Tecnologias no ICI e possui grande interesse em pesquisa e inovação. Hoje, atua como analista do sistema de Gestão Tributária Municipal.

Marco Antônio Bittencourt Grutzmann é graduando em Sistemas de Informação na Universidade Positivo (UP) e é entusiasta do tema inovação e tecnologia. Trabalha no ICI desde 2011, onde é gestor da Qualidade na Coordenação de Atendimento ao Cidadão, e ainda integra o núcleo de planejamento e projetos da área.

Hadiak e Grutzmann integraram a equipe vitoriosa no hackaton junto com Claudio Wolszczak, Edison Candido Rocha, Matheus Felipe Falconde da Silva e Vitor Machado Josviak.

Métodos ágeis de desenvolvimento de software

Por Antônio de Lemos Filho*

Podemos dizer que os métodos ágeis surgiram como uma alternativa ao desenvolvimento tradicional, também conhecido como cascata. Este é um modelo de desenvolvimento de software sequencial que ocorre geralmente por meio das fases de análise de requisitos, projeto, implementação, testes (validação), integração, e manutenção de software.

O grande problema do desenvolvimento em cascata é que dificilmente o cliente sabe definir todos os problemas que ele quer solucionar com o sistema ainda na fase de análise. Portanto, é improvável que um software projetado e desenvolvido dessa forma atenda por completo todas as expectativas do cliente e resolva os seus reais problemas.

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Já o desenvolvimento ágil foca totalmente na solução do problema do cliente, utilizando a prototipação, desenvolvimento incremental e times reduzidos. Com a metodologia ágil, definem-se as questões que o software deve resolver, também conhecidas como história do usuário. O objetivo das primeiras reuniões com o cliente não é definir todo o comportamento e detalhes técnicos que o software deverá resolver como é feito no desenvolvimento tradicional, e sim as funcionalidades mais relevantes que o software deve ter.

Não tem como falar em metodologias ágeis sem citar o Manifesto Ágil, então vamos a ele.

Manifesto Ágil

Em 2001, 17 especialistas em processos de desenvolvimento de software estabeleceram princípios comuns compartilhados por diferentes métodos. Este encontro deu origem ao Manifesto Ágil, uma declaração com os princípios que regem o desenvolvimento ágil.

Os Quatro Valores

Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Com esse trabalho, passamos a valorizar:

Indivíduos e a interação entre eles mais que processos e ferramentas;

Software em funcionamento mais que documentação abrangente;

Colaboração com o cliente mais que negociação contratual;

Responder a mudanças mais que seguir um plano.

“Mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.”

Os Doze Princípios

Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, por meio da entrega adiantada e contínua de software de valor.

Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adéquam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.

Entregar software funcionando com frequência, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.

Pessoas relacionadas a negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diariamente, durante todo o curso do projeto.

Construir projetos ao redor de indivíduos motivados, dando a eles o ambiente e suporte necessários, e confiar que farão seu trabalho.

O método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para e por dentro de um time de desenvolvimento é com uma conversa cara a cara.

Software funcional é a medida primária de progresso.

Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários devem ser capazes de manter indefinidamente passos constantes.

Contínua atenção à excelência técnica e bom design aumenta a agilidade.

Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.

As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de times auto-organizáveis.

Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

Como você pode perceber, o Manifesto Ágil é o embasamento filosófico de todos os métodos ágeis e diversos métodos de desenvolvimento de software estão alinhados a ele. A maioria deles se utiliza de ciclos curtos, que são chamados de iterações e normalmente têm duração de poucas semanas, dessa forma garantindo feedback frequente e respostas rápidas às mudanças.

Listo a seguir os principais métodos ágeis, considerando os métodos representados na conferência original:

• Extreme Programming (XP)

• SCRUM

• Crystal Family of Methodologies

• Feature-Driven Development

• Kanban

• Lean Development

• Dynamic Systems Development Method

• Adaptive Software Development

Métodos ágeis, por si só, é um assunto relativamente vasto, e seriam necessários vários artigos para abordá-lo de maneira completa. Este artigo tem por objetivo fornecer uma visão introdutória sobre a fundamentação das metodologias ágeis para desenvolvimento de software.

Vale lembrar que desenvolvimento ágil não é a única forma de se encarar o desenvolvimento de software, nem é a única maneira eficiente. Como disse Frederick Brooks em 1986, nenhuma tecnologia ou técnica de gestão resolve todos os problemas de todos os contextos. Ele resumiu essa ideia dizendo que “não há bala de prata”.

*Antônio de Lemos Filho, MBA em Gestão de Projetos, graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e em Sistemas de Informação. Atua como analista de desenvolvimento de sistemas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2012.

Inovação em Cidadania Eletrônica

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Por Frederico Augusto de Camargo*

A cidadania eletrônica, ou cidadania digital, é a participação do cidadão utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em ações de cidadania que beneficiam a sociedade e a influência popular nas ações dos governantes. O uso de novas tecnologias possibilita o surgimento de movimentos de cidadania eletrônica a partir da iniciativa de cidadãos organizados em grupos ou em instituições.

O uso das TIC possibilita que o cidadão exerça a sua cidadania, aproximando-se do poder público e aumentando o controle social, algo que, até o advento da Internet era exercido somente em manifestações populares e em período eleitoral. Com o surgimento de iniciativas de cidadãos organizados, amparados por redes sociais, fóruns on-line e eventos de hacktivismo, é possível que o cidadão exerça sua cidadania não de 4 em 4 anos, nas eleições, mas durante o exercício do mandato do governante. As tecnologias inovadoras aproximam o cidadão ao gestor público, e diminuem a distância entre as demandas da população e as políticas públicas.

O panorama após as novas TIC

Um exemplo deste novo cenário é o portal Para Onde Foi o Meu Dinheiro?, que ajuda o cidadão a monitorar a execução dos orçamentos federal, estadual e municipal. A ferramenta busca engajar o cidadão por meio da análise e visualização dos orçamentos no Brasil.

Na área de Justiça Social, o portal Retrato da Violência, desenvolvido por iniciativas individuais durante o Fórum Internacional de Software Livre em 2012, exibe gráficos sobre a violência contra a mulher no Estado do Rio Grande do Sul.

Ambos os portais citados foram desenvolvidos com dados abertos disponibilizados pelo próprio poder público em seus portais da Transparência. Mas não somente de dados disponibilizados pelo governo desenvolvem-se ferramentas de cidadania digital.

O aplicativo móvel Hemogram, desenvolvido pelo ICI – Instituto das Cidades Inteligentes com apoio do Hemepar, é uma rede social de solicitação de pedidos de doação de sangue, em que o cidadão pode disseminar pedidos de doação e acompanhar e ser alertado sobre pedidos de doação para o seu tipo sanguíneo.

A construção de uma sociedade digital

A Estônia leva o conceito de cidadania digital muito além: o país do leste europeu firma-se como a sociedade digital mais forte do mundo. As políticas públicas são em sua totalidade demandadas pela população por meio da plataforma eletrônica e-Estonia, e a administração pública atua como facilitadora entre o cidadão e a execução da solução.

Um dos pilares desta plataforma é a natureza modular de sistemas e componentes flexíveis, o que significa que é fácil adicionar novos serviços eletrônicos no futuro, o que permite que os sistemas do governo cresçam, de acordo com a intervenção popular.

O desenvolvimento de iniciativas de cidadania eletrônica, com dados abertos e APIs de programação públicas, possibilita a verdadeira cidadania: o exercício de uma comunidade socialmente e politicamente organizada.

*Frederico Augusto de Camargo é especialista em Tecnologias Web (PUCPR) e graduado em Tecnologia em Informática na UFPR. Atua como analista de desenvolvimento de sistemas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desde 2009.

Como a Gestão de Atendimento ao Cidadão contribui na construção de modelos participativos para a efetiva resolução das demandas nas cidades

Por Ozires Pereira de Oliveira*

A construção de modelos de trabalho participativos está intrinsecamente ligada aos desafios e complexidades da moderna administração pública. O crescimento populacional e o êxodo para os meios urbanos observados nas últimas décadas acentuaram os problemas apresentados pela municipalidade, ampliando pontos de atenção no trato com a coisa pública.

A referência em disponibilidade e acesso aos canais de comunicação via web para a população gera um quadro de declínio dos contatos tidos como tradicionais, apontando para uma mudança gradativa e importante na maneira de estabelecer determinadas conexões com a gestão pública. Uma espécie de anseio da população em ter à sua disposição um sistema que envolva todos os órgãos da administração. Em contrapartida, observa-se, por parte dos gestores, uma dificuldade em estabelecer, manter e gerenciar pontos de atendimento que viabilizem a interação das pessoas de modo intuitivo e efetivo e que suportem as mudanças, em que a aplicação de recursos tem sido o principal gargalo no nível de gestão. Nesse sentido, o ciclo de interação com o munícipe passa obrigatoriamente pela estruturação de processos e pelo eixo tecnológico para dar sustentação ao volume de solicitações de serviços e pedidos de informações apresentados.

No cenário atual, a utilização de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos permite ao cidadão apresentar suas sugestões em tempo real, realizar acompanhamento, avaliar as respostas, compartilhar suas solicitações e contribuir para a melhoria das condições de vida de sua comunidade. Não obstante, ao oferecer meios estruturados que facilitem a formalização de situações que careçam de encaminhamentos dos órgãos públicos, o Estado amplia o poder de alcance de sua estrutura, centraliza as demandas em uma plataforma multicanal que oferece uma experiência única aos usuários, especializa-se em sua atividade-fim, organiza seus fluxos de trabalho e, principalmente, estabelece mecanismos adequados para o gerenciamento de seu diálogo com a sociedade.

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Assim, a utilização da tecnologia da informação e comunicação permite que se realizem análises históricas e preditivas, bem como a construção de cenários georreferenciados, objetivando a correção de distorções, subsídio ao planejamento e maior velocidade no atendimento, que, invariavelmente, contribuem para o aumento da qualidade de vida, da sensação de pertencimento e do bem-estar da população.

As principais demandas dos cidadãos estão relacionadas a características que envolvem principalmente questões de mobilidade e manutenção urbana, levando à percepção da necessidade de um novo posicionamento no que se refere à estruturação de métodos de atendimento que proporcionem tratativas adequadas para as solicitações espontâneas dos mesmos. Dessa forma, em consonância com a visão de Inteligência Coletiva, Democracia Participativa e conceitos de transparência, uma solução de atendimento que permita, fomente e crie instâncias de participação neste aspecto constitui-se em estratégia fundamental para a Gestão Pública.

A Solução de Atendimento e Informações ao Cidadão pressupõe a utilização de recursos tecnológicos que ampliam as possibilidades de interação e que são capazes de integrar os diversos meios de entrada das demandas da população, propiciando visão integrada e completa aos gestores. É característica fundamental o encaminhamento em tempo real das solicitações aos órgãos responsáveis, mecanismos de planejamento, controle, resposta por parte de poder público ao cidadão e por fim a avaliação da satisfação do munícipe. Esse ciclo virtuoso estabelece, de maneira simples e eficaz, o gerenciamento do processo, contemplando todos os stakeholders envolvidos na resolução das demandas nas cidades.

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 Modelo de fluxo de atendimento (Fonte: o Autor)

O protagonismo presente nessa solução, a visão unificada e ampla dos apontamentos da população, a capacidade de geração de dados, informações e indicadores e o processo de acompanhamento constante redundam no aprimoramento dos serviços públicos, propiciando altos níveis de credibilidade e satisfação da sociedade. Certamente, o desenvolvimento da administração pública e o estabelecimento das Cidades Inteligentes com enfoque na cidade criativa e sustentável, que faz uso da tecnologia, em seu processo de planejamento, com a participação dos cidadãos, dependem, dentre outros, da otimização e da inovação na gestão de atendimento ao cidadão. Pode-se concluir que uma solução de atendimento ao cidadão é capaz de transcender os conceitos de call center e ser percebida pelo cidadão usuário e pela administração como um elo fundamental para o pleno funcionamento da esfera pública.

*Ozires Pereira de Oliveira é cientista político, especialista em Gestão de Projetos. Com experiência de 16 anos na área, atua como coordenador de Atendimento ao Cidadão do Instituto das Cidades Inteligentes desde 2011.

As 3 melhores práticas de web design para 2016

Por Regiane Galhardo Melo*

O usuário sempre espera a melhor experiência ao acessar sites. Por isso, buscar as melhores práticas para o projeto é essencial. Veja abaixo as 3 melhores práticas que não podem faltar no desenvolvimento de um site em 2016.

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1. Design para conversão

Todo site pretende alcançar um objetivo e o design pode ser o grande responsável por essa tarefa. Uma aparência atraente prende a atenção do usuário por alguns segundos, mas o que fazer para ele permanecer no site e encontrar as informações que procura?

É nesse momento que o design para conversão tem influência no comportamento dos visitantes do site. Ele é capaz de motivar, incentivar e direcionar o usuário a realizar a ação planejada no layout. A ação muda de acordo com o objetivo do projet,o que pode ser vender um produto, divulgar um serviço ou compartilhar um evento.

Para que isso se torne realidade é importante se preocupar com os princípios básicos de experiência do usuário e definir estratégias para que o usuário interprete o conteúdo conforme planejado.

O design para conversão é um diferencial nos projetos e com alguns cuidados os objetivos podem ser alcançados com mais tranquilidade.

Saiba mais:

2. Responsive Web Design

Todo web designer já passou por alguma dificuldade para adaptar seu projeto para diferentes navegadores. Com a diversidade de dispositivos e resoluções os problemas de compatibilidade continuarão surgindo. Mas além dos desenvolvedores, os usuários também podem sair frustrados dessa história.

Então, como desenvolver um site que se adapte a diferentes resoluções e dispositivos? O Responsive Web Design é uma das soluções técnicas para esse problema.

Ao utilizar a técnica, o site será adaptado ao tamanho da tela do dispositivo, as imagens e textos são redimensionados, as colunas são posicionadas conforme necessário, elementos desnecessários são ocultados e tamanhos de botões e links são adaptados para interfaces touch.

Usuários satisfeitos e baixo custo de desenvolvimento, manutenção e hospedagem são algumas das vantagens de layouts responsivos.

Saiba mais:

3. Tipografia

Percebemos com facilidade que o conteúdo predominante dos sites é o texto e é neles que os usuários buscam as informações. A tipografia alcançou um espaço com mais destaque e passou a ser utilizada não só para leitura, mas também como elemento do layout.

Um tempo atrás a escolha da tipografia nos sites era limitada a fontes instaladas nos computadores, mas graça aos avanços no desenvolvimento os arquivos de fontes podem ser incluídos nos projetos com o método @font-face.

A tipografia passou a assumir papel relevante na concepção da identidade visual e é importante se preocupar não só com a seleção da fonte, mas também com o tamanho, cor e espaçamento para que o texto se torne fácil e agradável de ler.

Lembre-se que a tipografia escolhida deve se alinhar com os conceitos e a linguagem visual aplicada ao layout.

Saiba mais:

Conclusão

As práticas de desenvolvimento apresentadas são técnicas já utilizadas no mercado atual e é recomendável um estudo aprofundado sobre cada uma delas para alcançar os objetivos do projeto.

Referências

*Regiane Galhardo Melo é formada em Design, atua na equipe da Coordenação de Portais e Tecnologias do ICI há seis anos desenvolvendo interfaces para web e aplicativos.

Eventos de TI que acontecem em 2016

Por Fabiano de Albuquerque*

O ano de 2016 começa agitado para quem vive, respira e trabalha com TI. Selecionamos alguns dos principais eventos marcados para este ano. Confira:

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Campus Party™ Brasil 2016 – 26/01 a 31/01

O maior evento de tecnologia do país está com a data marcada para janeiro e será sediado em São Paulo (SP), no pavilhão de exposições Anhembi. No evento são discutidos assuntos como Ciência, Design, Inovação, Empreendedorismo, Segurança e Redes, Desenvolvimento.

Mini-DebConf Curitiba 2016 – 05/03 e 06/03

A Mini-DebConf Curitiba 2016 é um evento aberto a todos, independentemente do seu nível de conhecimento sobre Debian. A inscrição é gratuita.

9.ª Edição Mobile Intelligence 2.0 – 17/03

Evento voltado para a área de tecnologia móvel, uma tendência mundial que vem crescendo consideravelmente. No evento que acontece em São Paulo (SP), são discutidas novas tendências e tecnologias, impactos das convergências digitais, novas formas de acesso à internet, popularização da banda larga móvel 3G, 4G.

QCon São Paulo 2016 – 28/03 a 01/04

QCon é uma conferência para desenvolvedores de softwares e tem como propósito disseminar o conhecimento e inovação para a comunidade de desenvolvedores. São três dias de conferência e dois dias de workshops no evento que contará com mais de 90 palestrantes.

LTE Latin America 2016 – 05/04 a 07/04

Evento global que será sediado no Rio de Janeiro (RJ), a LTE comemora seu 6.º ano com um programa de conferências amplo e discussão em torno da evolução da banda larga móvel.

FISL 16 – 08/07 a 11/07

O Fórum Internacional Software Livre vem se firmando como um local de discussão e exposição do que há de mais novo em tecnologias livres e Porto Alegre (RS) será palco novamente do maior encontro da comunidade de Software Livre do mundo.

BrazilJS 2016 – 19/08

Uma das maiores conferências de JavaScript do mundo está com sua 6.ª edição garantida. Tradicionalmente, o evento ocorre em Porto Alegre (RS).

WCIT 2016 – 03/10 a 05/10

A 20.ª edição do WCIT será em Brasília (DF). O congresso mundial de tecnologia da informação será realizado pela primeira vez na América do Sul, a última edição foi realizada em Guadalajara, no México, em 2014. O foco do evento são empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação, líderes empresariais, autoridades, investidores e acadêmicos. O tema deste ano é “Promessas da Era Digital: Desafios e Oportunidades”.

Tem mais algum evento para compartilhar? Deixe sua sugestão nos comentários.

*Fabiano de Albuquerque é técnico de informática, formado em Gestão em Infraestrutura de TI. Atua no setor de Redes do Instituto há oito anos.

MBaaS – Mobile Backend as a Service

Por Fabio Leandro Lapuinka*

A maioria das pessoas possui hoje em dia um celular conectado à internet, com o qual deve pelo menos acessar o Gmail, Whatsapp ou Facebook. Utilizam o aparelho para tirar fotos e ver vídeos diariamente e, é claro, ocasionalmente jogar seus games prediletos.

Quando você baixa um aplicativo da Loja do Google (Google Play) ou da Apple (App Store), você está apenas instalando uma cópia do aplicativo, que precisará se conectar à internet para acessar os servidores da empresa dona do aplicativo. Isto ocorre por várias razões: o aplicativo irá solicitar um usuário/senha, transferência de informações (vídeos/sons).

Quando uma empresa inicia o projeto de um novo aplicativo, é preciso se preocupar com detalhes da infraestrutura que este aplicativo irá utilizar. Geralmente, esta deverá fornecer serviços de notificações e mensagens, armazenamento de dados em nuvem, integração com redes sociais.

Na área de mobile, chamamos esta infraestrutura básica de MBasS – Mobile Backend as a Service.

apiOmat-Backend-as-a-Service

Figura 1 – Visão MBaaS

Para atender a crescente demanda da área mobile, o ICI preparou seu Data Center para a arquitetura MBaaS. Esta arquitetura permite que aplicativos mobile sejam suportados por infraestrutura robusta, que possui serviços de mensagens e storage.

O preparo desta infraestrutura possibilitou que aplicativos como Cartão Qualidade e Hemogram fossem escritos com mais agilidade, permitindo que os desenvolvedores apenas acessassem rotinas previamente preparadas para estes fins, sem se preocupar com detalhes da sua construção.

*Fabio Leandro Lapuinka é analista de sistemas, integra a equipe da Coordenação de Portais e Tecnologias do ICI.